A vitória de Carlos Casteglione, comemorada efusivamente, se tornou a maior derrota do povo cachoeirense

 

A terra de Roberto Carlos, Rubem Braga, Newton Braga e tantos ícones de renome nacional, desde primeiro dia de 2009, está sem governante, efetivamente. O prefeito Carlos Casteglione (PT) continua quadro de parede, decorativo, com côrte nababescamente, brincando de governar 200 mil cachoeirenses, com descaso e tolerância a incontáveis atos ilícitos. O mais recente, o caso envolvendo sua secretária do Trabalho, vereadora Arlete Brito, do seu partido.     

Pesquisas, científicas, apontam seu fracasso como executivo. Cachoeiro de Itapemirim é a única cidade do Espírito Santo em que a Câmara Municipal tem avaliação superior ao governante e sua gestão. Impressionante! Em outros municípios, pior seja aprovação do prefeito, a população não consegue enxergar a atuação do Legislativo, mas neste caso, a população não consegue ver o prefeito trabalhando e nem seu staff, com exceções.     

O prefeito Carlos Casteglione consegue a proeza de mais de 70% considerarem ele com atuação igual e pior do que seu antecessor, Roberto Valadão (PMDB), se consolidando a cada dia como pior gestor público da história de Cachoeiro de Itapermirim. O peemedebista, para quem não lembra, terminou o mandato com 7% disputando a reeleição e ainda foi cassado pela Justiça três meses antes de terminar o mandato.     

O petista pode até, por déficit de quociente de inteligência, considerar menos de 20% de aprovação algo muito bom, entre bom e ótimo, como se o regular salvasse a reputação de alguém. Só um tolo, para achincalhe do povo ordeiro e trabalhador de Cahoeiro, levantar o moral da tropa com números tão humilhantes. Como diz o adágio popular: “quem planta, colhe”.     

Se alguém perguntar a este jornalista os motivos de tão baixa consideração popular, tenho algumas respostas, no caso, empíricas, baseadas no senso comum: despreparado para o cargo; imaturo, desvio de conduta com direito a trair companheiros e aliados; inapto para exercer poder discricionário; e refém da safadeza política. Além do mais, a sociedade percebeu ter sido enganada com o discurso do novo, sendo dinossauro nas práticas mais vis contra o erário.     

Carlos Casteglione já entrou estigmatizado na prefeitura de Cachoeiro quando virou as costas para o povo evangélico (grande contribuição para elegê-lo), e também parte da Igreja Católica (seu berço), sob o inebriante poder hipnotizador, ingressando no fogo das vaidades, do qual vem se queimando rotineiramente, como mula empacada em lamaçal de conselhos de asseclas em habitual orgia. Ele obedece a comando, pelo visto, se não o fizer, leva varada dos seus donos. Medíocre!     

Não faltou quem o predispusessem a ajudá-lo, dispensados por dolo. Secretários, em menos de sei meses de governo, deram no pé, vendo o vexame a que se submetiam. Assessores de alta conceituação na sociedade como José Carlos Turbay (Administração e Logística), de confiança católica, e José Carlos Alves (Trânsito e Segurança), deferido pelos evangélicos. Outros, vacas de presépio (exceções), permanecem pelos salários, contudo, não desconhecem a baixa capacidade do prefeito em liderar e alta determinação em delirar, como no personagem de Gabriel Garcia Marquez no seu clássico Outono de Um Patriarca, que conta a história de um “ditadorzinho” de quinta categoria.     

Medroso, inseguro, não consegue nem demitir um assessor ou assessora corrupta. Os honestos é que pedem para sair. Este governo, com toda certeza, é incentivado pela inversão de valores. O bom é mal e o mal é bom. Enquanto isto, o povo chora, porque um injusto governa.

Anúncios