Na gravação, a vereadora diz que está cansada de "levar no c." e exigiu o tíquete refeição da sua assessora

 

A denúncia de prática de “Rachid” pela vereadora e secretário do Trabalho, Arlete Brito, que faz parte do núcleo de decisões petistas em Cachoeiro de Itapemirim-ES, reflete apenas a cultura da corrupção implantanda pelo partido, de cima para baixo, desde o escândalo do mensalão, formando uma escalada em cadeia para estados e municípios com predominância petista.   

A popularidade ou populismo do presidente Luiz Inácio Lula tem acobertado ou imobilizado a opinião pública sobre crimes velados, transformando-os em prática comum, a partir do sentimento da impunidade. Despudoradamente, a vereadora petista se aproveita de assessora para lhe subtrair o tíquete refeição a pretexto de acordo, em que o funcionário, de fato não tem alternativa. Ou aceita a proposta indecente, ou fica sem trabalho.   

Em democracia evoluída, em que Ministério Publico age com rapidez e a Justiça não tarda, caso como este, com provas testemunhais e materiais, a sentença é sumária de afastamento do membro do serviço público, por ser ameaça às investigações. A acusada está revestida, neste caso, de cargo de secretária de primeiro escalão e de mandato de parlamentar. Ou seja, vale-se do poder para intimidar e cercear possíveis diligências. O anestésico petista tem funcionado para os seus filiados pelos quadrantes do País, menos para outros partidários, cassados pelo Brasil a fora.   

A vereadora Arlete Brito era uma promessa de liderança emergente, mas nem bem tomou assento na cadeira, colocou toda família na máquina petista, num despudorado incentivo ao nepotismo, prática imoral, que causa náusea à sociedade. Hoje, seu patrimônio político está reduzido ao pântano da corrupção, onde não há oxigênio para a honestidade respirar. Uma traição aos seus eleitores.   

O escândalo atinge o coração do PT de Cachoeiro, porque o prefeito Carlos Casteglione a nomeou sua assessora, bem verdade, ao que parece, não tinha conhecimento das práticas da companheira enquanto vereadora. Mas, agora, sabe e a omissão em tomar providência representará desgaste por conivência e, dependendo, co-autoria. Nenhum governante honesto, em sã consciência, sustenta comportamento ilícito dentro de casa, a menos que seja tão desonesto quanto aos praticantes da desonestidade.   

O PT precisa provar a que veio. Carece mostrar à população que tem ojeriza a corrupção como enquanto oposição de outros governos. Venceu as eleições com o compromisso do novo e da diferença, ainda não notada, antes, pelo contrário, sendo devedor da verdade. Desde ano passado, atos de desonestidades, com antecedentes, ainda, antes da posse, têm desafiado o prefeito a mostrar a sua cara de honesto, seguido de atos comprobatórios. Até agora, nada!   

Duas verdades existem neste caso. Uma Arlete Brito tem conhecimento. A outra vai saber agora. A primeira, a vereadora sabe que alguns de seus pares praticam a mesma covardia de imoralidade e de ilegalidade. A verdade que a denúncia não deve ter conhecimento é de que seus denunciantes estão dentro do próprio PT. Dorme com um barulho desses! Por isso, este jornal não tem como praticar a omissão. E tem material para escrever uma novela sem final feliz para os ladrões da boa fé alheia.   

Anúncios