Todas as pesquisas, até a questionada CNT-Sensus, que conseguiu contrariar a lei da probabilidade, indicam os votos de Ciro Gomes migram em quase totalidade para o governador de São Paulo, José Serra. Depois de dúvidas e anunciar março como decisão de seu futuro eleitoral, o socialista antecipou a anunciação de sua pré-candidatura a presidente, prestando serviço ao PT.

Lula continua sendo o governante para “inglês vê”. Está se valendo da semeadura econômica de seu antecessor, cultivando populismo nos bolsões de pobreza, para fazer a sucessora a qualquer custo, dando uma banana de engodo para a classe formadora de opinião que não é surda, nem muda e muito menos cega. Dilma Roussef é marionete de projeto de poder ditatorial, Hugo Chaves de saia.

A última pesquisa apresenta fenômenos sobrenaturais de equações indecifráveis, como todos os votos de Ciro Gomes migrar para Serra, um fenômeno nunca visto em distribuição proporcional, ainda que se saiba a maioria do eleitorado do nordestino, realmente, tem empatia pelo governador paulista. A metodologia está toda ela, pelo visto, comprometida com cifrões, numa irresponsabilidade golpista.

A conjuntura nacional influi nos cenários estaduais. No Espírito Santo, Renato Casagrande, com a decisão do líder carro chefe, fica na obrigação de manter o palanque para seu partidário e, havendo segundo turno, para a Dilma, como já anunciou o próprio Círio Gomes, demonstrando todo seu antagonismo com Serra, apesar de ter sido massacrado, ainda no PPS, pelo PT.

Renato Casagrande passa tem obrigação de disputar a eleição e movimentar capital eleitoral. Tornou-se sombra efetiva na sucessão capixaba, quando tudo parecia fácil para o vice-governador Ricardo Ferraço (PMDB). A soma da insatisfação do senador Magno Malta (PR), mesmo na aliança com o peemedebista, pode favorecer o socialista, pois o caçador de pédófilo vai pedir voto só para ele em pelito de duas vagas ao senado por contingência das circunstâncias criadas pelo governador Paulo Hartung (PMDB) que tem o republicano como seu concorrente direto em votos.

A faca e o queijo ainda estão nas mãos de Ricardo Ferraço. Mas o rato está próximo. Qualquer erro de estratégia é fatal. Qualquer palavra mal colocada é fatal. Qualquer movimento excessivo será mal interpretado. Qualquer aliança de aparência leva ao divórcio. Enfim, o céu não está tão para brigadeiro e nem o mar para marinheiro. Daqui a 60 dias, o dia ficará mais claro e a noite mais escura. Quem ler, entenda!

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