Empreiteiro confessa extorsão no caso do Hospital inconcluso


A Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Câmara de Cachoeiro que apura possíveis irregularidades na obra do Hospital Materno-infantil se reuniu ontem, às 14h30, para ouvir o depoimento do empreiteiro Pedro Camargo Turini, um dos responsáveis pela obra investigada.
O clima da CEI esquentou quando o presidente, vereador José Carlos Amaral (DEM), questionou se alguma vez alguém o teria procurado, durante a gestão do prefeito Roberto Valadão, para que a obra continuasse após ser paralisada em janeiro de 2005.
“Foram até minha casa dois membros do governo de Valadão, Adriano Rangel e Hugo Leonardo. Eles disseram que poderiam intermediar o recebimento e a continuidade das obras do Materno Infantil. Isso tudo daria, na época, um total de R$ 500 mil”, revelou Pedro Turini.
Para o interrogado, os dois assessores do ex-prefeito queriam facilitar o pagamento a empresa Monte Líbano em troca de comissões sob o valor total do que a Prefeitura de Cachoeiro devia ao empreiteiro.
Além disso, na prestação de contas de 2005, no relatório do então secretário municipal da Fazenda, Jonas Caldara, constava o pagamento a empresa Monte Líbano o valor de R$ 536.639,00, o que, segundo Pedro Turini, não aconteceu.

Irregularidades
Perguntado pelo secretário da CEI, vereador Leonardo Pontes (PT), o motivo das irregularidades físicas constatadas pela empresa Coopetec, o empreiteiro questionou a idoneidade da firma que fiscalizou, dizendo que toda a obra foi devidamente autorizada pelo Ministério da Saúde.
Para o professor Léo, o depoimento foi satisfatório, mas algumas situações técnicas da época da construção, creditada na ação do ex-prefeito Theodorico de Assis Ferraço, devem ser esclarecidas no depoimento do engenheiro na próxima sessão.
Já outro membro da comissão, o vereador Júlio Ferrari (PV), questionou a falta de informação cedida pela Caixa Econômica Federal. “Sabemos que existe irregularidade e temos que apurar para ver onde foi parar o montante de mais de R$ 500 mil. Alguém recebeu da prefeitura, uma vez que o empresário disse que não recebeu nada em 2005”, comentou.

Avaliação
Para o presidente da CEI, Amaral, o depoimento do empreiteiro deu uma nova visão à condução dos trabalhos. “Ele se defendeu e disse que em nenhum momento foi notificado oficialmente por qualquer irregularidade na obra em si. Agora vamos nos reunir para convocarmos as pessoas que foram citadas no depoimento.
Na segunda-feira o engenheiro Astor Dilem dos Santos Junior será o próximo a ser ouvido pela Comissão. Nenhum, dos citados pelo empreiteiro, foi localizado para esclarecer o assunto.

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