Presidente da Câmara, Davi Loss; vereadora Arlete Brito e vereador Luizinho Tereré entregam a comenda ao jornalista Jackson Rangel

A união em torno de qualquer luta em busca da igualdade entre os seres humanos, expandindo para amenizar o impacto da violência em todos os termos, psicológica e física, representa o povo amadurecido e preparando o caminho para filhos e netos contra futuro sombrio.

Na verdade, a União de Negros de Cachoeiro de Itapemirim quem promoveu solenidade, 07, para homenagear lideranças da sociedade, defensoras da luta pela igualdade racial. A vereadora Arlete Brito (PT), da Comissão da Câmara de Vereadores, quem trouxe o Ministro da Igualdade Racial, Edson Santos. A solenidade, marco histórico para a luta dos negros e para os cachoeirenses com a visita de um Ministro de Estado.

Por acaso, representando a FOLHA do ES e a Editora LEIA, pioneiras nos meios de comunicação por dar visibilidade à luta desses guerreiros descendentes em espírito de Zumbi dos Palmares, recebi a comenda do mesmo nome desse herói, juntamente com outros. Contudo, percebi a ausência de alguns vereadores que não tiveram suas ausências justificadas pelo presidente do Poder Legislativo. De 13, oito estavam presentes, um se ausentou e dois se justificaram oficialmente.

Ora, a visita de um Ministro, independente da cor partidária e da proponente colega, todos os parlamentares deveriam estar na solenidade, senão pelo respeito à luta dos negros, pelo menos para recepcionar, por força de atribuição política, o Ministro e demais autoridades do Município. É um tipo de discriminação. Se estivesse ali a ministro da Casa Civil, Dilma Roussef, não haveria espaço nem para os homenageados, por certo.

Acho pequenez de alguns vereadores não se solidarizarem com o movimento no seu momento anual de festejar as conquistas. É bem verdade, o prefeito Carlos Casteglione (PT), presente, não deu sua palavra e desde o início do mandato endurece a conversa sobre o tema, mas o resgate da Secretaria de Igualdade Racial, incluindo a mulher negra e branca, e outros segmentos segregados, recolocaria a bandeira no seu mastro.

Não se podem transformar os congressos, seminários e conferência, algo afim, e plataformas isoladas, com boicote de autoridades por ser dessa ou daquela autoria outra. A vaidade mata a altivez. A união em torno de qualquer luta em busca da igualdade entre os seres humanos, expandindo para amenizar o impacto da violência em todos os termos, psicológica e física, representa o povo amadurecido e preparando o caminho para filhos e netos contra futuro sombrio.

Mesmo sem a presença de todos, os negros podem se sentir mais do que vencedores. Recebem honra dentro da Casa do Povo e constituíram sua própria solenidade, com o respeito mesmo daqueles avessos à realidade da igualdade de todos. Os sorrisos dos homenageados, por si só, valeram aquele momento de grandiosidade na entrega da Comenta “Zumbi dos Palmares.”

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