A primeira pesquisa eleitoral sobre eleições majoritárias de 2010, pelo Jornal A Tribuna, sábado, formulada pelo instituto Enquete, apresenta Ricardo Ferraço (PMDB) com 41.8% ( o mesmo número achado no inicio do ano pelo Instituto LEIA em Cachoeiro que sempre foi uma prévia para o Estado), e 81,8% para Paulo Hartung (PMDB).

Para quem só lê os índices sem interpretá-los acha uma maravilha estar na frente há um ano das eleições, mas a considerar alguns pontos omitidos na análise da matéria jornalística, o resultado não é tão bom assim. Para Ferraço, teria segundo turno e não usufrui da popularidade do Governo e para Hartung foi escondido o resultado espontâneo em que, por certo, apanharia de Magno Malta (PR) (57%).

O único nome posto, com alianças amarradas, é o do vice-governador. Então, era para estar disparado na frente, acompanhando a desenvoltura do governador e do governo na mesma proporção. Mais uma demonstração de que Hartung não transfere votos. Foi assim naquela eleição para o senado, quando Ricardo empacou em 35% mais ou menos.

E por que é ruim para Hartung estar com quase 100%? Respondo, humildemente. Quem está tão em cima, haverá de cair, e mais: a pesquisa mostrou a estimulada porque se publica pesquisa espontânea, Magno, que se apresenta como candidato a reeleição desde quando assumiu o mandato da mesma vaga, estaria praticamente empatado com o governador, basta ler na pesquisa que o peemedebista é lembrado mais para governador, como foi divulgado neste quesito. Foi uma jogada de marketing interessante, boa, mas exagerada.

Existem outros pontos as serem considerados: José Serra (PSDB), que lidera para presidente ainda impulsionará a pré-candidatura de Luiz Paulo Veloso Lucas, do seu partido, e Ciro Gomes (PSB) que vem em segundo lugar, se torna ótimo palanque para Renato Casagrande. Essa é uma realidade respeitável e deve ser levada em conta em qualquer leitura.

Logo, Renato Casagrande, Magno Malta e Luiz Paulo são os mais refletidos para uma prospecção de otimismo. Paulo Hartung vai lutar para ser o mais votado, isto implica dizer manter-se no mesmo patamar da estimulada e torcer por Magno Malta ficar patinando, o que dificilmente ocorrerá, a menos que tenha algum bobo nesta corrida de levar a melhor com o povo.

E para quem não conhece códigos de pesquisa, diferença de 12,7% na verdade equivale a uma diferença de metade, a subida do segundo, geralmente, exige a queda do primeiro na mesma proporção. Ricardo Ferraço está maduro e não pode se deixar levar por oba-oba de números. Ele não é nenhum garoto para menosprezar os percentuais não revelados. Além do mais, a traição começa a partir de junho, quando a barra pesa no jogo nacional para Presidência da República.

Como posso estar escrevendo bobagens, porque sou um entre tantos analistas políticos no Estado, paro por aqui, deixando apenas um recado a Ricardo Ferraço. Se puder, troca as alianças, urgente!

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