A história do hospital no bairro Aquidabam, em Cachoeiro de Itapemirim, Espírito Santo, inaugurada no tempo do prefeito Theodorico Ferraço, hoje deputado estadual pelo DEM, lembra muito a mesma trajetória da Escola Técnica Federal – hoje Cefetes – , pelo tempo de orfandade.
A Escola Técnica Federal foi reivindicação do saudoso Hélio Carlos Manhães, do antigo MDB, mas o projeto passou por vários governos posteriores: Gilson Carone, Roberto Valadão, José Tasso e pelo próprio Ferraço, que decidiu inaugurar, sendo no passado acusado pelos adversários de ter sido agoureiro quando no congresso nacional. Tudo em nome da política paroquial.
Hoje, depois de passados quase 10 anos, o Hospital que foi apelidado de Elefante Branco pelo empresário Camilo Cola, hoje deputado Federal, não consegue se transformar no objeto da verba federal, em meio, a enigmas e factóides, gerados de acordo com interesses dos governantes adversários. E que ninguém se propõe a debater é sobre o dinheiro indo pela descarga do contribuinte, sem mencionar o prejuízo direto e indireto para a população, independente de picuinhas politiqueiras.
O maior gesto de grandeza poderia partir do prefeito Carlos Casteglione (PT). Em vez de denunciar o problema, buscar no Estado seja estadual ou federal, a solução, e assumir a paternidade da obra. Não interessa parecer do TCU, o fundamental é regularizar se houve irregularidade. Ou será um raciocínio besta, este?

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