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A gente é o que pensa, já dizia um pensador enfileirando outros. E no momento penso no que pensar sobre o pensamento a ser apensado neste espaço. No fundo, todos tem a necessidade de mostrar sua existência além da sua aldeia, por isso a internet se tornou um bem e um mal na proporção diferenciada, porque a segunda adjetivação vence a imaginação e promove uma bolha de ilusão.
Você nunca será o que é apenas porque expôs um pensamento, porque o pensamento não exposto, este exatamente é você. O mundo criou uma bolha protetora contra infecção a si mesmo. Se você senta num assento de ônibus, por consequinte sentirá, em linhas gerais, desconforto inexplicável. E ali sentado fica imaginando quando a pessoa vai saltar ao ponto de despedida – se primeiro ou depois dela – , e dependendo de quem seja profusões de pensamentos. Mas, nem um bom dia audível.
Em síntese, os nossos medos, as nossas vergonhas, os nossos sentimentos mais profundos ficam guardados numa bolha de ilusão. A privada para despejar o estrume ou a caçamba para lançar fora o entulho é , justamente, o mar da globalização e toda sua parafernália tecnológica com atualiações sequenciais. A bolha de ilusão serve mais para os hipócritas do que para os ignorantes que nunca lerão este texto.

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