É sabido que o ato sexual, em princípio, tinha como objetivo premente de procriação. Obviamente, que mesmo nos primórdios dos tempos, o prazer agregado era tão real quanto hoje, não por acaso, os escândalos que construiram impérios e derrubaram os mesmo por conta dessa concupisciência. Nos dias de hoje, o multiplicar não faz sentido em meio a 7 bilhões, aproximadamente, de gente espalhado pelo mundo. Então, o sexo, agora, virou artigo de prazer tão somente.

A psicologia, há muito, com Sigmund Freud, principalmente, estabeleceu como parâmetro as nuances sexuais para explicar o comportamento humano. Sabe-se que o desejo da mulher e do homem são tão fortes e inevitáveis quanto a necessidade de se alimentar. Por isso, Deus, sabendo do descontrole de suas criaturas em detrimento do prazer espiritual, estabeleceu código moral para a humanidade não se perder na sua prioridade, sendo alguns povos, os babilônicos e romanos, como exemplos, descuidaram nesse quesito, inexistindo nos dias de hoje.

O sexo acaba com uma pessoa, com duas, com uma família – ao mesmo tempo que a constrói – e derruba impérios. O prazer de praticá-lo no ilícito já não é mais tabu no pós-modernismo. E as crianças já crescem libidinosamente. Em contrapartida, o espírito, que move a carne, vulnerável, sucumbi ao tesão que tomou conta do mundo, principalmente, com o avanço tecnológico. Fala-se em sexo virtual com naturalidade, invadindo âmago da alma e produzindo a pedófilo, o estuprado, o sodomita, o lascivo e o falso moralista.

No mundo metafísico, o sexo, para algumas religiões – não seitas que aprovam em heresias – são impeditivos para voltar ao Éden. A luta da carne contra o espírito produz este mundo tenebroso, quase anárquico. Aos poucos que alimentam o espírito, como proposta de nova criatura ou de volta a origem da proposta criadora, não vence de todo essa força vital do desejo, mas a refreia o suficiente para não adoecer a vida.

No vigor da vida, o onanismo é uma prática incontrolável, porque os gâmetas produzidos pelo homem, em especial, explodem conduzidos ou espontaneamente. Por falta de educação dos pais, que incrivelmente nos dias de hoje ainda se avexam sobre o tem, os filhos crescem com a mentalidade de que o sexo é algo para se fazer escondido – e é verdade -, e sendo assim é errado – isto não é verdade, o sentimento de culpa é porque na cópula, o seres entrelaçados se sentem animais. O quociente de inteligência cai ao extremo a caminho do instinto irracional. Por isso, ainda, o sexo é parte obscura e repugnante para os puritanos, enquanto se trata de uma dádiva de Deus.

A sexualidade não tem nada a ver com amor. Mas o amor tem a ver com sexo. Em todo lugar em que o ser humano vai, do olhar ao andar, produz a essência para si ou para outrem desse artigo inerente a ele, para o bem ou para o mal, dependendo do sempre do livre arbítrio. A batalha só vai terminar entre o sexo e o espírito quando o homem e a mulher glorificados espiritualmente numa promessa aguarda de por séculos. Em outras palavras, creiam ou não, seremos como anjos, sem sexo. Produção limitada, com prazeres substituídos e inefáveis.

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