ENQUETE: CREDIBILIDADE DAS INSTITUIÇÕES

*validado direito de múltiplas escolhas

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Paulo Hartung debocha do “Outubro Rosa”

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Sem política pública, com muito gasto em publicidade, Hartung escarra nas mulheres

Estou estarrecido a cada ação do governador Paulo Hartung (PMDB) que se esforça para inverter sua essência de desvio de conduta moral.

Para investir pesado na mídia seletiva e movimentos eleitoreiros, percorre os municípios do Estado para lançar Campanha de Combate à Violência Contra a Mulher.

Se não fosse trágico, seria cômico. O homem não gosta de mulher: maltratou as esposas dos militares a partir de fevereiro, com brutalidade da sua guarda pessoal.

Conseguiu colocar o Espírito Santo em 6º no ranking nacional como um dos Estados mais violentos contra a mulher, da agressão física/psicológica ao feminicídio.

Sem proposição de política pública especializada, sai por ai, com a maior desfazardes, em alto custo publicitário, promovendo ações eleitoreiras em redutos, também, seletivos dos adversários.

Em agonia, perdendo controle do partido e espaço cada vez maior para os concorrentes, vai para o vale-tudo, até debochar das mulheres.

Em nenhum dos seus governos anteriores (foram dois mandatos)  e anos anteriores ao atual, empenhou-se tanto no entrosamento de campanhas do tradicional Outubro Rosa.

As mulheres capixabas continuam desassistidas, com a maioria das jurisdições municipais sem funcionar delegacias especializadas em combate à violência contra o sexo feminino.

Só no primeiro semestre foram 19 casos de feminicídios . Sem nenhum verniz na cara, o governador levanta de repente a bandeira da mulher e sai com a sua trupe de elite a enganar a sociedade, praticando auto-promoção eleitoreira de forma escancarada.

Paulo Hartung só terá crédito com as mulheres capixabas, que são a maioria da população, quando mostrar projetos ou planejamento demonstrando em estatística a queda desses crimes bárbaros contra o sexo feminino.

Do contrário, melhor permanecer no Palácio Anchieta, que já foi rosa, sem mostrar a face falsa, a de “outubro negro”, sem nenhum política pública efetiva.

 

Jornalista filia-se ao PSB e pode ser surpresa ao Senado no Espírito Santo

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Ted Conti é o sinônimo da credibilidade no telejornalismo capixaba. Filiou-se ao PSB

Depois de se dedicar durante 30 anos ao jornalismo televisivo no Espírito Santo, Ted Conti filia-se ao PSB, credenciando-se como um dos mais fortes nomes para o Senado pelo PSB, partido a qual se filiou esta semana.

Analistas de marketing político o veem como a imagem da credibilidade, um tipo de Cid Moreira nas terras capixabas. Nunca tinha se filiado a partido e nem disputado cargo eletivo.  Mas, está entusiasmado em contribuir com a política do seu Estado.

Ted Conti se despediu do jornalismo em 2015. Três décadas emprestando sua imagem para informar todos os dias população de todo o Estado, justificou sua filiação como forma de contribuir para melhorar o quadro decadente da política brasileira, estimulado pela linha ideológica e pragmática do ex-governador Casagrande.

Pode-se afirmar que Ted Conti foi a maior aquisição do ano pelo partido socialista, mexendo no tabuleiro eleitoral. Ao contrário de alguns personagens da mesma área, com estilo pirotécnico, o telejornalista do PSB emana seriedade e carisma, mesmo no campo áspero da política.

Ele, sim, pode ser a esperança do novo pelo PSB que os capixabas aguardam.

Pensamento Perfeito: A Cabeça Pira

Tudo gira. A cabeça pira. Fora de razão vem um arranhão. Unhas que cortam. Almas que não se importam. Construção de palavras. Ninho de larvas.

A cabeça pira. Dói quando respira. Deus é clamado. Mas, você não é amado. Quem se importa quem vem entrando pela porta. É a ira. A cabeça pira.

O corpo cansa. De longe vem a lança. A ferida abre. A pele sangra. Tudo gira. A cabeça pira. O vermelho marca. Os olhos fecham e o universo conspira.

A cabeça gira. Uma vida forjada na birra. Bizarra noite. Só porque a mente pira. A criança fica só. Ninguém tem dó. Uma boca fala. O ouvido não ouve.

O dia não vem. As sombras assombram. Corte no pulso. A cabeça pira. A terra gira. A idade passa. Vem logo o espectro. Calafrio. É o canoeiro no nevoeiro.

A cabeça pira. O sono não vem. Os sonhos não convém. Não tem salão. Não tem dança. Só o vazio cheio de nada. O espírito gira. A cabeça pira.

O filme passa. No piscar de olhos. O personagem grita. É a cabeça que pira. É tronco que gira. A respiração não alivia. Ninguém sabia. Ninguém via.

A cabeça gira. O criador cria. O espaço passo a passo. No infinito. em qualquer lugar. A cabeça pira. A unha perfura a carne. O perfume exala.

Amarrado em pensamentos. O fantasma aparece. Levita. É a cabeça que pira. Sua áurea que gira. Veio levar a alegria que a doença tira.

A cabeça pira. As costas queimam. A glande gira. Os nervos embolam. A cabeça pira. O acasalamento esfria. O sentimento se atira. A cabeça pira.

Ricardo Ferraço vai perder a reeleição

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Ricardo Ferraço no dia em que se filiou ao PSDB pelas mãos do senador Aécio Neves

A emenda saiu pior do que o soneto. O senador Ricardo Ferraço (PSDB) ao não cancelar o compromisso da missão ao Emirados dos Árabes para votar contra o colega Aécio Neves, tenta se justificar com sentimento subjetivo: “vergonha de ser político” e como retaliação a si mesmo, anunciou licença de três meses. Muito mal assessorado ou está ouvindo a si mesmo.

Qualquer tradutor, minimalmente racional, interpreta assim: estou com vergonha de ser político porque absolveram um ladrão do meu partido e para punir-me vou colocar meu primeiro suplente na ativa nesse tempo, Sérgio Rogério de Castro, sócio executivo da FIBRASA, com R$ 6 milhões declarados na época em que aceitou “difícil” missão de aguardar oportunidade como esta.

Pensei em todas as possibilidade na hierarquia de importância nessa agenda do senador capixaba que conflitava com a votação no Senado. Não encontrei maior do que ficar no Brasil e cumprir missão fundamental para a República Brasileira.

A indignação espalhada pela Imprensa de Ricardo Ferraço não convence a mim, eleitor dele. Licença? Eu acreditaria na sua revolta e vergonha de ser político se renunciasse ao mandato.

A auto-retaliação não convencerá os capixabas. Será visto como um prêmio ao seu primeiro suplente endinheirado e patrono do mandato nos bastidores. Para isso, servem os suplentes. Licença remunerada para pagar dois. Não sei, não! Este conselho dado ao senador foi de mau gosto.

O pior são os registro espalhados pelo Google. O senador abandonou a candidatura perdedora na época  da reeleição do governador Renato Casagrande (PSB) a pretexto de ser o coordenador da campanha de Aécio Neves para a Presidência da República.

Uma saída política em que ficou mal na fotografia. Logo após, do PMDB se filiou pelas mãos do senador Aécio Neves ao PSDB, este mesmo, o que lhe produz sentimento de repulsa e lhe “obriga” a licenciar-se.

Com posições excelentes no campo oratório e assumindo responsorialidades corajosas como a Reforma Trabalhista, Ricardo Ferraço estava até bem pouco tempo em franca recuperação e ascensão política.

Com esta falha de conexão com seu eleitorado perplexo, não engolindo conflito de agenda, minha visão “estreita” diz que um novo vai ocupar a sua vaga. Perderá a eleição. Ou muda a formulação ou se confirma o dito.

Agora, aos seu correligionários, recomendo que que riam da minha previsão ao final de 2018. Aceito cair em descrédito! Aceito ser considerado aparvanhado como defensor da liberdade de expressão e do direito do contratitório.

Tem conserto? Tem, mas não com esses conselheiros que nem sei quem são, exceção de outros que torcem por ele de longas datas, mas que não operam voz ativa por terem compromisso exclusivo de blindá-lo, principalmente depois da incêndio iniciado.