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Arquivos da Tag: Deus

Nossa responsabilidade diante do céu e da terra

*Por Jackson Rangel Vieira

Há um erro crasso no meio cristão. A intervenção espiritual por parte de Deus ou dos adversários só acontece com o consentimento do seu livre arbítrio.

Por isso, não devemos demonizar e nem endeusar tudo no mundo secular, depositando as ações e os efeitos como resultados do mal ou do bem, senão, o certo, deveria você se convencer como principal agente livre para tomar as decisões e assumir as responsabilidades.

Logo, não culpemos nem a Deus e nem ao diabo, muito menos seu semelhante pela construção de sua vida. Invoque a Deus, então ele atenderá. O mesmo vale para as demais potestades celestiais.

Somos seres especiais do Criador, feitos à Sua semelhança no caráter espiritual. Tome seu destino para si e não se deixe negligente por falta de conhecimento dos portais sob o caminho em que deseja trilhar.

 
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Publicado por em 13/01/2013 em ANÁLISE

 

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A Religião e o Estado servem ao mesmo Deus

Por Jackson Rangel Vieira

O conflito entre o Estado e a Religião sempre existiu e existirá ainda que em tempos remotos a separação tenha se estabelecido como forma de separar a Igreja intrometida do Estado manipulador.

O termo ”muro de separação entre Igreja e Estado” está escrito na carta de Thomas Jefferson para a Associação Batista de Danbury, em 1802. Contudo, a chamada era papal, foi a mais contundente parceria entre Igreja e Governo.

A igreja determinava o tipo de governo dos imperadores, reis e gestores pela força de sua influência sobre o povo fiel e ignorante. Com isto, o Estado se respaltava no credo para espoliar e manter a ordem numa relação incestuosa.

O Brasil foi uma colônia do Império Português de 1500 até a independência do controle de Portugal em 1822, período em que o catolicismo romano era a religião oficial do Estado. Com a ascensão do Império do Brasil, embora o catolicismo mantivesse seu status de credo oficial subsidiado pelo Estado, às outras religiões foi permitido florescer, visto que a Constituição 1824 garantia o princípio de liberdade religiosa.

A queda do Império em 1889 deu lugar a um regime republicano e uma nova Constituição foi promulgada em 1891, ronpendo os laços entre a Igreja e o Estado; ideólogos republicanos, como Benjamin Constant e Rui Barbosa, foram influenciados pela laicidade na França e nos Estados Unidos. A separação entre Igreja e Estado promulgada pela Constituição de 1891 tem sido mantida desde então.

A atual Constituição do Brasil, em vigor desde 1988, assegura o direito à liberdade religiosa individual de seus cidadãos, mas proíbe o estabelecimento de igrejas estatais e de qualquer relação de “dependência ou aliança” de autoridades com os líderes religiosos, com exceção de “colaboração de interesse público, definida por lei”.

Mesmo com todo este histórico de transição de uam religiào estatal, a Igreja, agora, com variantes denominações além cotolicismo, a prática é de uma aliança, ainda, muito forte, aos olhos vistos e notórios nos períodos eleitorais. Os políticos, em quase sua maioria, buscam nos sacerdotes em geral o chamado apoio político. Ou seja, não é laico no período eleitoral e depois mantém aparente equidistância.

Os protestantes ou evangélicos avançam em quantidade de fiéias no Brasil, Páis mais católico do mundo, com ambos os segmentos se inserindo em discussões do Estado para proteger seus interesses, às vezes até em condição ecumênica no Congresso Nacional, em causas morais. A verdade é que o Estado é laico, mas professa sua fé.

Esta separação de fato nunca existirá porque o Governo não é um aparelhamento subjetivo e inanimado, antes representado por pessoas com DNA espiritual, logo religioso, e submisso a uma ordem natural que se estabelece além de Constituições e suas cláusulas pétreas. Não existe Igreja sem Deus e também não existe Governo sem permissão de Deus. Simples assim!

 

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Para ouvir com a alma e com o espírito em liberdade

 
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Publicado por em 29/03/2010 em RELIGIOSO

 

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Diário de Um Evangelista: Que queres de mim?

Chega momento da vida cristã, em alguma parte da caminhada, em meios a promessas e experiências celestiais, com a carne lutando contra o espírito e nessa luta sem trégua, ora vence um, ora vence outro, o templo de Deus na forma humana entra numa crise espiritual. No silêncio do Senhor remove a existência dos filhos do homem a este ponto, da fé ser questionada pela dúvida.

O tempo passa, e o seu servo se abate pela dúvida por causa da incerteza da vontade de Deus para sua vida, ainda que tenha a certeza da vitória, prometida pelo o Filho Jesus Cristo. A impotência do crente diante da vontade do Criador não significa a ausência de fé, ainda que o interrogatório sobre a alma seja paradoxal, pode e deve representar o poder de Deus que se reveste, justamente, na fraqueza.

As provações de Deus e as tentações do diabo são dosagens celestiais acima daqueles que não conseguem andar em espírito e verdade. E aos que conseguem, suportam o flagelo, solitariamente. Da parte de Deus, a gente recebe com dor e amor a correção e o aperfeiçoamento. Da parte do inimigo, nós suportamos com desconfiança, porque se testa a lealdade e intimidade com o Senhor.

E quando se passa pelo terceiro céu, na unção de Jeová, é para dar glória e louvar Santo, Santo, Santo, numa alusão da trindade e seu domínio por todas as dimensões sobrenaturais e metafísicas. Mas quando se passa pelo vale da sobra da morte, o peregrino se esforça pelo Espírito Santo, orando para que este não esteja fosco, para ultrapassar os laços do passarinho e as sombras do maligno, intacto.

Nas duas situações, prostrando diante do Altíssimo, ou lutando com a armadura de Deus contra as hostes malignas, com suas potestades e legiões, quase sempre se sai aleijado. Se a luta é com Deus, como lutou Jacob, a benção foi dada e as marcas de Cristo justificam o embate. Porém, se a guerra se trava contra o inimigo, não se pode sair manco, porque não se devem carregar as moléstias de Satanás para testemunho dos que devem ser salvos.

Entre uma luta e outra, entre o céu e as chamas do inferno, o crente, como eu, pergunta-se: qual o prazo de minha validade neste mundo? E enquanto aqui estiver, neste tabernáculo terrestre, que desejas de mim Senhor, além da minha humilde e limitada capacidade de entender a Tua vontade? Sim, por mais que busque, achamos que não se encontrou o limiar da glorificação como se não tivesse iniciado nem trilha da santificação. Assim, me sinto, entre a primeira pessoa do singular e do plural, que queres de mim?

 
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Publicado por em 20/01/2010 em EXISTENCIAL

 

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Diário de um evangelista : Deus em silêncio, responde!

A experiência de um menor servo, vivendo e andando em espírito, será a de um solitário dentro do sistema humano, aos olhos naturais, pois a loucura da cruz o remete a um silêncio ensurdecedor, com resposta no tempo de Deus, cujo relógio funciona de modo inverso ao sentido biológico da humanidade, do nascer ao poente do sol. Um dia como mil anos e dois dias pode, então, ser dois mil, e vice-versa.

Com o silêncio de Deus a gente quase enlouquece, pois parece, em princípio, como o deus baal, no tempo de Elias, em que não responde às petições ante o desespero, quase em alto flagelo. Nesse silêncio, a oração do justo o leva ao desespero a ponto de discutir sem fé sobre as promessas do Criador.

Jesus Cristo prometeu dar ao que pedir. Mas, poderia ser ainda mais claro se a resposta não leva em conta o relógio de pulso que sincroniza com o tempo dessa estação em detrimento do tempo da dimensão celestial, da nova terra e novo céu. Aquietai-vos que eu sou Deus. Esta é a resposta.

Numa experiência impar, não sabendo, pela demora, se era vontade ou permissão de Deus, busquei dias, que pareceu anos, sem encontrar e nem receber. E quando não esperava, ele falou. O silêncio se dissipou e a resposta das petições com ações de graças encheram o coração de unção.

Amado, na angústia é que o Senhor demora e silencia, pois o pecado que habita também nos filhos nos faz merecer a correção para aprimoramento da santidade. Do contrário, desonraríamos a Ele a pretexto do imediatismo, como se não fosse preciso empreender esforço para disputar Sua presença.

Deus responde no silêncio. Deus responde quando nem se pergunta. Também isto é curioso, como que uma revelação da Palavra direta para o centro do coração daqueles que lhe serve. O Consolador, com seus gemidos inexprimíveis, antecede ao lance de sua vida e refrigera a alma no inesperado.

Quem evangeliza encontra pessoas com todas as carências, sem compreender a pessoa de Deus, ainda que sejamos à sua imagem e semelhança. A palavra de conforto ante a pressa da vida, para quem ainda tem escamas nos olhos como qualquer ser humano longe da graça, é derrotar o deus deste mundo que cega os homens.
Na apresentação do Plano de Salvação, resumido em João 3:16, encontra-se o estilo de vida que elimina a necessidade do relógio utilitário e lhe obriga a ficar à sombra da cruz, vivendo o hoje como se nunca houvesse existido o passado e muito menos perspectiva de futuro. Só o agora! O instante de Deus!

 
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Publicado por em 27/12/2009 em RELIGIOSO

 

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