Depois de humilhado e solitário, meus sentimentos republicanos em conflitos, sinto-me no direito de desabafar como jornalista sobre o crime organizado em Cachoeiro de Itapemirim-ES.
Eu venho, quase sozinho – MP e Justiça agiram nestes três anos e meio com ações limitadas -, comemorar a lucidez dos promotores Fernando Zardini e Fábio Vello, que denunciaram o prefeito Carlos Casteglione (PT), criminalmente, por fraudes em licitações, “dolosamente”.
Eu sei! Promotores e a Justiça da Comarca Cachoeirense também sabem da quadrilha na Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim que vem dilapidando o patrimônio público em visível formação de caixa-dois desde seu mentor Secretário de Governo, hoje Secretário de Estado.
Fui obrigado a sentar na cadeira de réu – ainda estou – por conta de denúncias documentadas, dentro do critério literário de Bertolt Brecht, dramaturgo alemão, que chegou ao extremo de lamentar de que “o ladrão pilhado em flagrante sai gritando “pega ladrão”. Eu complemento; a polícia atende e prende a vítima.
A minha cidade me envergonha quando perde a capacidade de indignação ante a tantos desmandos: o secretário Leandro Moreno, de Obras, afastado pela Justiça, ainda vai lá ao São Geraldo, sede da Secretaria, para dar instruções. O prefeito, descumprindo ordens do MP, licitando muitas compras do cunhado, numa imoralidade ruburizar o safado mais profissional.
Sou apenas um jornalista indignado, principalmente, quanto existem dois pesos e duas medidas. O prefeito tem suas digitais criminosas em todos locais e documentos, mas, ao que parece, a Câmara não tem coragem de afastá-lo – quase teve – e as instituições responsáveis, acho, só aceitam a tipificação de ladrão do erário se ele confessar. Nenhuma outra prova conectada com seus asseclas serve!
Continuarei fazendo minha parte como jornalista, como réu desses militantes, como cidadão e indivíduo que não consegue perder a sede e a foma de Justiça. Mas, tenho esperança, porque ao menos, em morosa escalada da semeadura, algo já está acontecendo em favor da incauta sociedade de Cachoeiro de Itapemirim!!
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Desabafo de um jornalista
Municipalização da honestidade por Jackson Rangel Vieira
Da forma como caminha o sistema de Montesquieu no Brasil, infectado com corrupção crônica, defendo a “municipalização da honestidade”, cada sociedade, longe do pacto federativo, estabelecer nova ordem funcional.
O Estado é subjetivo, federal e estadual. Tem Palácios e comandantes que lá vivem à custa do dinheiro dos cidadãos que moram em ruas, bairros e cidades. O contribuinte vive no Município, mas é imposto a sustentar um sistema obeso.
Longe da anarquia, contudo, ao que se vê diariamente, quero um Brasil fracionado com novo formato de gestão, sem gargalos de desperdícios e malversação do erário, sem mencionar outras tipificações de crimes contra o interesse público.
Como isto se daria? Os munícipes produziriam para si, dentro de organograma simplificado de autossuficiência, autônomo e capaz de gerir suas próprias dificuldades. Longe de “mensaleiros” e “cachoeiras”, porque existirão sob absoluto controle.
A maior afronta é a federação sugar todas as fontes de energia do brasileiro local, sem que ele tenha o direito ou consiga determinar seu próprio futuro com legislação tosca, manipulação da engrenagem bicameral e com Tribunais subservientes ao Executivo.
O prefeito do futuro se quiser se excluir da corrupção endêmica vai precisar cortar as gorduras saturadas e dispensar parcerias com governos invisíveis que precisam manter a roda-vida da hierarquia: de cada R$ 10, 00, chegar até ao cofre apenas R$ 4,00. 60% ficaram no meio do caminho entre pedágios e extorsões.
É preciso organizar o pensamento e a proposição da “municipalização da honestidade”, o que demandaria uma subversão sem retirar o curso existente da conectividade do cidadão federativo. Porém, não tenho ideia melhor.
Justiça cita ex-govenador Paulo Hartung (PMDB) em lavagem de dinheiro no escândalo de Kennedy-ES
BRASÍLIA – AGÊNCIA CONGRESSO - A operação “Lee Oswald” da Polícia Federal aponta o envolvimento do ex-governador do ES, Paulo Hartung, e do seu ex- secretário de Fazenda, José Teófilo de Oliveira.
Os dois são acusados de lavagem de dinheiro e compra de terrenos no município de Presidente Kennedy, concessão de benefícios fiscais às empresas Ferrous Resources do Brasil S/A, ZMM Empreendimentos e Participações LTDA e BK Investimentos e Participações Ltda.
No inquérito, o delegado da PF responsável pela investigação, Dr. Álvaro Rogério Duboc Fajardo, destaca que “o esquema passava informações privilegiadas para empresas que compravam terras a preço de mercado para, depois do anúncio de intenções de compra, venderem as mesmas terras com lucros estratosféricos de mais de três mil por cento em alguns casos, numa evidente “moeda de troca” pelos benefícios concedidos”.
O ex-secretário de Fazenda do ES, de acordo com o inquérito, “fez uma série de concessões a empresa Ferrous, e se tornou, encerrando o governo, sócio do ex-governador Paulo Hartung na consultoria Econos.
Num curto intervalo de tempo o grupo negociou 29 áreas em Presidente Kennedy, totalizando 18 milhões de metros quadrados.”
No esquema, a empresa ZMM fazia a venda e transmissão das terras, a BK dava suporte com a presença do advogado Fabrício Cardoso e do corretor Paulo Sardemberg, enquanto José Teófilo cuidava das questões tributárias.
O delegado mostra a cronologia de um dos casos, onde, “no Cartório de Registro Geral de Imóveis de Presidente Kennedy, em 09 de julho de 2008, uma área de 61,9 alqueires foi avaliada por R$ 180 mil.
No dia 16 de julho de 2008, a área foi comprada pela empresa paulista Tríade Importação por R$ 600 mil. No dia 25 de julho de 2008 a mesma área foi comprada pela ZMM por R$ 12 milhões, no dia 04 de agosto de 2008, quatro dias depois do protocolo de intensões selado em Palácio, a ZMM vendeu a área para a Ferrous por R$ 27,9 milhões.
O terreno teve uma valorização de de 150 vezes do seu valor inicial em apenas 25 dias”.
De acordo com o inquérito, “todas as operações realizadas, em um período de 90 dias, pela “Conexão Presidente Kennedy”, resultaram, estimadamente, em um lucro de R$ 50 milhões para os envolvidos”.
Para o delegado, “a Ferrous, ao que parece, nada mais é do que uma empresa de fachada da Conexão Presidente Kennedy, que ganhou valorização artificial no mercado pela concessão da privilegiada área do Sul do estado, para instalar uma pelotizadora e um porto de águas profundas”.
E completa: “todos os indícios são de lavagem de dinheiro, com danos ao erário, com evidências de um esquema montado na Secretaria da Fazenda, através do ex-secretário José Teófilo de Oliveira, a sr. Mônica Bragatto e do governador da época, Paulo Hartung, dando celeridade e sigilo nos deferimentos aos incentivos fiscais aos negócios da Ferrous Resources do Brasil S/A”.
SISTEMA PRISIONAL
Outra denúncia do esquema mostra indícios “de lavagem de dinheiro, desvios de recursos e favorecimentos a amigos na construção de presídios, com licitações dirigidas.
Foram construídos 23 presídios no estado, geralmente em locais ermos, em terrenos sem nenhuma infra-estrutura, pagos a valores superfaturados”.
A empresa DM Construções ganhou a maior parte das licitações, cada presídio custou em média R$ 22 milhões. De acordo com a denúncia “o estado fez um contrato obscuro com o Inap (Instituto Nacional de Administração Prisional), empresa paranaense, pioneira na terceirização de presídios.
O homem forte desse esquema é o coronel José Nivaldo campos Vieira, sócio do também coronel Pedro Delfino da SEI – Segurança e Inteligência, que oferece consultoria ao Inap.”
“Outro personagem é o coronel do Exército, José Otávio Gonçalves, que foi Subsecretário da assuntos do sistema Penal até maio de 2010, saiu e foi ser consultor da Reviver, que ganhou licitação para a Penitenciária de são mateus”.
De acordo com a PF, “a licitação para Penitenciária de São mateus, aberta em maio de 2010, contém elementos estranhos.
O contrato deveria ter valor máximo mensal de R$ 1,4 milhão, apenas a Monte Sinos, o Inap e a Reviver participaram da licitação. a Reviver apresentou proposta de R$ 1,139 milhão, pouco mais de R# 1 mil abaixo do teto.
Curiosamente, a Monte Sinos e o Inap apresentaram propostas acima do teto. Foram desclassificadas e a Reviver levou o contrato de mais de R$ 13 milhões anuais”.
O Inap inaugurou a modalidade de terceirização dos presídios em 2005, com dispensa de licitação. De prorrogações em prorrogações, licitações dirigidas, o Inap tem os presídios garantidos até 2012.
Outra curiosidade apontada “no vídeo promocional do Inap, em 2007, participam o secretário de Justiça, Ângelo Roncalli, o deputado estadual e presidente da Comissão de Segurança da assembléia Legislativa, Josias da Vitória, e até a juíza de Execuções Penais de Colatina, Simone Spalenza. Relatórios apontam que os contratos não são cumpridos com regularidade”.
Todas a informações usadas neste texto constam da decisão do TJES publicada dia 17 de abril
Fonte: Agência Congresso
Presidente Kennedy, a Cidade do Pecado
Conheci a pequena Presidente Kennedy no curso do exercício do jornalista andarilho e curioso. Era pobre de doer. O patinho feio de todo o Espírito Santo. Até que foi descoberto o ouro preto.
A população pobre continua pobre. Mas, os governantes perverteram as riquezas do Município para construir uma Sodoma e Gomorra. Tranformaram o jardim suspenso da babilônia em Sin Cyt. A cidade do pecado, hoje, tem variedade de malignidades.
Uma geração de governantes embriagados pelo poder e ao que ele proporcina: sexo, dinheiro e corrupção.Agentes públicos infectados pelo dinheiro da exploração da natureza (royalties). Moeda fácil que compra que tem preço.
Uma cidade linda, litorânea, mas infectada por corruptores.Os juízes passam por rodízios. Os promotores são varridos em redomoinhos da conveniência. Os delegados têm delegacia sem grades. Tocaias são armadas nas caladas da noite.
As mulheres se calam diante dos pecados dos maridos. O povo, cauterizado, aceita natureza invertida como no Império Romano. É a cidade do pecado.
A condenação do ex-prefeito Aloisio Correa (PR) por 6 anos de reclusão pelo crime de corrupção foi um ato corajoso do magistrado, não pela sentença no todo, mas por utilizar a expressão exata: “corrupção”. Pois, no senso aceitável da banda hipócrita da toga, ladrão não é corrupto e vice-versa. E esta peste, está alastrada em maioria dos 78 municípios do Espírito Santo.
O atual prefeito atual prefeito, Reginaldo Quinta (PTB) é irmão siamese do antecessor, extensão criminosa de um planejamento de poder que deu errado, produzindo uma guerra sangrenda nas entranhas da pequena Keneddy . Isto sem dúvida, talvez, com práticas mais contundentes ou mesmo muito mais perversa, porque alimenta uma matilha faminta.
A pequena e rica Presidente Keneddy saiu dos tempos da inocência para virar a sodomita cidade do pecado. Sin Cyt.
O PT é o maior embuste na história política brasileira
O Partido dos Trabalhadores treinou por duas décadas para se transformar num seita de massa. E conseguiu. Espremido entre a Ditadura e a Democracia eminente, o PT se apresentou com rótulo do “purismo narcisista”, gerando até complexo de inferioridade em outras siglas.
A retórica populista, envolvente, cooptou o povo humilde e trabalhador com excelente formulação ideológica, apoiada, no início, pelas comunidades eclesias de base da Igreja Católica, sempre no campo da tese.
Aos poucos, ganhando um governo aqui e outro acolá pelo Brasil afora, foi-se descobrindo a incapacidade de gestão nos govenos estaduais e municipais, com alargada dimensão de improbidades.
O PT foi salvo pelo congo no momento da divisão entre PMDB e PSDB, oferecendo-se, através de seu líder maior, Luis Ignácio Lula, como chance da classe trabalhadora assumir o poder. Fernando Collor, fabricado como “caçador de marajás”, contrinbuiu para exaltação de mentira maior: o populismo corrupto e corruptor.
“Nunca antes na história deste País ” se assistiu, indiferente, a tantos escândalos encobertos pela enconomia proeminente e previsível em face da estabilidade da moeda pelo Plano Real.
No Espírito Santo, o PT assumiu pela primeira o poder político com o médico Victor Buaiz. Inapto, arrolou secretariado de alta periculosidade, deixando o Palácio Anchieta sob a esperança dos capixabas de que nunca mais aquele erro voltaria acontecer, um governo egocêntrico e sem resultado em todas as áreas das atividades humanas.
De repente, Lula aparece, nacionalmente, maior embusteiro para maior parte dos formadores de opinião e herói para maior parte da população com menos informação. Reuniu essa bandidagem e tomaram conta do País por meio do Congresso Nacional, esmagando a oposição e, ainda, elegendo uma neófita ventríloca.
No ES, elegeram quatro prefeitos, mas José Serra venceu entre os eleitores do solo espiritossantense. A previsão para 2012? Não será eleito nenhum petista a prefeito. O maior líder do PT, prefeito da capital, Vitória, João Coser, acaba de ter seus bens bloqueados por desapropriação milionária e fraudulenta.
Em síntese, os brasileiros só escaparão da corrupção endêmica, deposta essa ditadura civil, dolosamente, criada pelo Partido dos Trabalhadores para dilapidar a moralidade e o erário do cidadão desta terra que emana leite e mel


