Arquivos da Tag: casteglione
Ferraço perde de 6 x 0 no TRE sobre compras de votos em 2008 pelo PT
O presidente da Assembléia Legislativa do Espírito Santo, Theodorico Ferraço (DEM) tem perdido todas na Justiça, basta lembrar de sua inelegibilidade para o pleito em curso em decorrência de duas condenações por colegiado em segunda instância, envolvendo improbidade quando prefeito de Cachoeiro de Itapemirim.
Desta vez, perdeu em segunda instância, por 6 x 0 , no TRE, a ação ajuizada por ele em 2008, acusando o prefeito eleito, candidato à reeleição Carlos Casteglione (PT), de comprar votos de candidatos de sua coligação.
Na época, havendo o processo, não me omiti e fornecer vídeos de monitoramento da empresa para contribuir em desvendar possível crime eleitoral. E assinei declaração me colocando à disposição da Polícia Federal para quaisquer esclarecimentos sobre a parte que me competia.Nunca fui chamado para tal investigação!
Em ato derradeiro de Juízo da Primeira Instância, por exigência da corregedoria do TRE, a Justiça teve de dar provimento à ação, quando reafirmei o conteúdo das fitas não só de imagem como de áudio. Mas, a sentença da juiza do feito levou em conta a mesma premissa do colega anterior. A soma dos candidatos não alterariam o resultado das eleições, uma sentença meio inusitada, levando a crer que se pode comprar votos desde que não se mude o resultado do pleito.
Acaso os desembargadores entenderem que precisa-se investigar se o vídeo foi montado ou fraudado, terá sido uma tacada de mestre do Ferraço. Perdeu, mas não parou o processo e, ainda, me chama para dentro dele, tirando-me da acomodação, passados quase 5 anos. Deve entender que, assim, eu tomaria partido eleitoral em curso, lembrando que não sou autor da mencionada ação danificada.
Enquete mostra estabilidade nas eleições para prefeito de Cachoeiro-ES
A eleição para prefeito de Cachoeiro de Itapemirim-ES continua indefinida pelos números da mais recente enquete realizada pelo Instituto Leia entre os dias 06 e 09 com 900 entrevistados.
A disputa entre Carlos Casteglione (PT) e Glauber Coelho (PR) deverá se definir melhor com o início do horário eleitoral, no dia 21.
O republicano continua liderando com 44% e o petista mantém-se na posição de 33,11% enquadrando uma diferença de 10,89%. Apenas dois fatos políticos aconteceram nos últimos cinco dias que podem refletir na próxima amostragem: a inauguração do comitê de Glauber com as presenças políticas do deputado Theodorico Ferraço (DEM); ex-prefeito Roberto Valadão (PMDB) e José Tasso (PMDB). O outro registro foi à adesão pública do deputado federal, Camilo Cola (PMDB).
O número de indecisos já cai para a casa dos 22,89%. Os números não indicam um favoritismo e o fato de duas candidaturas divide o eleitorado de 120 mil, gerando pela primeira vez tanto para um lado quanto para o outro a sensação de vitória.
O Instituto Leia já registrou pesquisa para a publicação, na próxima semana, confirmando a posição do eleitorado de forma científica, ouvindo 800 pessoas e mantendo o leitor deste jornal ainda melhor informado sobre as tendências do processo eleitoral de Cachoeiro de Itapemirim.
Eleições: Theodorico apadrinha Glauber a serviço da geopolítica
O presidente da Assembéia Legislativa-ES, Theodorico Ferraço (DEM), foi quem lançou o deputado estadual Glauber Coelho (PR) a prefeito de Cachoeiro de Itapemirim-ES, quinto colégio Eleitoral do Estado.
A geopolítica inventada pelo ex-governador Paulo Hartung (PMDB), integrada pelo senador Ricardo Ferraço (PMDB), governador Renato Casagrande (PSB) e João Coser (PT), define suas preferências, eliminando outros.
Cachoeiro de Itapemirim
Cachoeiro de Itapemirim foi uma das últimas cidade a ser atingida nos últimos dias antes de fechar as homologações das candidaturas encerradas no dia 5. Impedido de ser o candidato, o grupo indicando Glauber o “eleito”.
A estratégia política eliminou de uma vez só os peemedebistas Camilo Cola e José Tasso. Com impedimento legal de Theodorico, o próprio foi comissionado indicar seu colega com a benção do senador Magno Malta (PR).
Todos negam a existência dessa política seletiva, apelidada pela Imprensa como “geopolítica”. No caso de Cachoeiro, a fatura está nas costas de Theodorico que operacionou todo o processo com apoio do ex-prefeito Roberto Valadão, atual presidente do PMDB.
O que o grupo não contava é que, em Cachoeiro, este golpe contra várias candidaturas transformariam a eleição num plebiscito entre Glauber Coelho e prefeito Carlos Casteglione (PT), em condições iguais.
O povo vai ter de ser convencido de que o republicano não é apenas fantoche das velhas lideranças políticas. Neste momento, o jogo zerou, o prefeito entra ganhado no processo sem ter feito nenhum esforço.
Desabafo de um jornalista
Depois de humilhado e solitário, meus sentimentos republicanos em conflitos, sinto-me no direito de desabafar como jornalista sobre o crime organizado em Cachoeiro de Itapemirim-ES.
Eu venho, quase sozinho – MP e Justiça agiram nestes três anos e meio com ações limitadas -, comemorar a lucidez dos promotores Fernando Zardini e Fábio Vello, que denunciaram o prefeito Carlos Casteglione (PT), criminalmente, por fraudes em licitações, “dolosamente”.
Eu sei! Promotores e a Justiça da Comarca Cachoeirense também sabem da quadrilha na Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim que vem dilapidando o patrimônio público em visível formação de caixa-dois desde seu mentor Secretário de Governo, hoje Secretário de Estado.
Fui obrigado a sentar na cadeira de réu – ainda estou – por conta de denúncias documentadas, dentro do critério literário de Bertolt Brecht, dramaturgo alemão, que chegou ao extremo de lamentar de que “o ladrão pilhado em flagrante sai gritando “pega ladrão”. Eu complemento; a polícia atende e prende a vítima.
A minha cidade me envergonha quando perde a capacidade de indignação ante a tantos desmandos: o secretário Leandro Moreno, de Obras, afastado pela Justiça, ainda vai lá ao São Geraldo, sede da Secretaria, para dar instruções. O prefeito, descumprindo ordens do MP, licitando muitas compras do cunhado, numa imoralidade ruburizar o safado mais profissional.
Sou apenas um jornalista indignado, principalmente, quanto existem dois pesos e duas medidas. O prefeito tem suas digitais criminosas em todos locais e documentos, mas, ao que parece, a Câmara não tem coragem de afastá-lo – quase teve – e as instituições responsáveis, acho, só aceitam a tipificação de ladrão do erário se ele confessar. Nenhuma outra prova conectada com seus asseclas serve!
Continuarei fazendo minha parte como jornalista, como réu desses militantes, como cidadão e indivíduo que não consegue perder a sede e a foma de Justiça. Mas, tenho esperança, porque ao menos, em morosa escalada da semeadura, algo já está acontecendo em favor da incauta sociedade de Cachoeiro de Itapemirim!!



