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Pesquisas e Folha do ES
Por Jackson Rangel Vieira
Pesquisa de mercado ou eleitoral sempre foi um assunto de discussão coletiva, principalmente, quando existe disputa. Quem está atrás ou com índice em decadência, não acredita e sua assessoria muito menos. Contudo, quem produz este serviço de retratar o momento cientificado tem de conviver com os contraditórios.
O Instituto LEIA, paixões a parte, fixou-se como referência até para institutos da Grande Vitória. Aguardavam a divulgação para fazer o cotejo da realidade, com receio da contestação legítima. LEIA produziu muitas pesquisas para consumo próprio de candidatos do sul e até de Marilândia, com acerto de 100%. Em toda sua existência, a verdade dos números!
Sobre Cachoeiro de Itapemirim-ES, sede da Editora, com uma eleição plebiscitária, entre dois candidatos, a última divulgação cinco dias antes das eleições deu 6% de vantagem, com margem de erro de 3,25. Ora, quem não sabe que este resultado, com tal intervalo de confiança significa empate? Para menos ou para mais, o índice oferecido é cerca de zero por cento no encontro das pontas.
Com tudo, poucos sabem fazer leitura de margem de erro. Os correligionários de candidatos olham quem está na frente mesmo sendo 0,1% a vantagem. E pesquisa não ganha eleição. Ela fica desacreditada se ultrapassar a margem de erro ou uma divulgação muito defasada, com o resultado das urnas desmentido todo prognóstico do retrado.
A Folha do ES/LEIA tem de comemorar os resltados pela lisura como conduziu seu trabalho de campo nesta prestação de serviços. Nenhum cliente, mesmo com números adversos, ficou insatisfeito. Viram relatórios com estratificação coerentes, sem anomalias, com demarcações para quaisquer averiguações.
A credibilidade é a marca da permanência deste mercado. A LEIA avançara em outros campos, prestando serviços de extrema confiança nos sites, nas redes sociais, no impresso e nas pesquisas científicas.
A fachada da imparcialidade na Imprensa
Por Jackson Rangel Vieira, jornalista
Defendo a tese desde muito sobre a parcialidade de todos os meios de comunicação no mundo. Não pesquisei para conhecer o autor da chamada “imparcialidade” da Imprensa, mas se existe foi um farsante.
Todo veículo de informação tem no seu núcleo editorial a parcialidade ideológica ou de pensamento, mesmo revisionista. E nos dias de hoje se evidencia ainda mais a digital da verdade relativa de cada órgão noticioso.
Está aos olhos vistos, mas por ignorância ou por parcialidade, alguns pseudopensadores, fundamentalistas, querem criticar o que desconhecem. Acaso, uma rede de comunicação evangélica vai ser imparcial quanto às suas doutrinas? O catolicismo vai ficar ouvindo o outro lado ao se tratar de seus dogmas?
A Rede Globo sabidamente tenta ser ecumênica, mas tem fortes raízes com o espiritismo. A Rede Record é do Bispo Edi Macedo, sustentada pela Igreja Universal. Enfim, todos os veículos tem direção com visão parcial de muitos temas, mas não avisam ao leitor, inferindo linguagem subliminar, muito pior.
Com a pluralidade de ideais e diversidade de órgãos de informação, incluindo os oficiais de corrente pública, não existe a chamada “imparcialidade”. Cabe ao leitor, ouvinte e telespectador fazerem o cotejo entre as informações, lendo o jornal de sua preferência, trocando de estação ou canal. O que passar disso é pura hipocrisia.
Nos EUA e outros países mais avançados na liberdade de expressão, a linha editorial parcial está dentro da normalidade, defendendo o candidato de sua preferência em quaisquer tempos, mesmo em período eleitoral, enquanto no Brasil, o arcabouço jurídico tem células tutelares provincianas para coibir a opinião.
Há de se saber que esta liberdade, partindo para a libertinagem, está colocando em risco a credibilidade do veículo, logo sua saída do mercado. Ou seja, os meios de comunicação sofrerão sanções de mercado se não atenderem, na sua linha editorial, as camadas atingidas. Simples assim. Mas, o que vemos é uma anômala bolha de proteção a um sistema falido, próximo da ditadura civil que só beneficia títeres.
Liberdade se não for ampla, não é liberdade! A opinião deste jornal é a opinião deste jornal para ser comparada às outras de outros veículos. Não é preciso cientificar isto. É simples assim.



