RSS

Arquivos da Categoria: ESPECIAL

PH mais Magno é igual menos Casagrande

*Por Jackson Rangel Vieira

O Governo de Renato Casagrande (PSB-ES) tem estado tão fragilizado, mesmo deitado sobre colchão com reserva de cerca de R$ 2 bilhões, que qualquer cruzamento de dados dos adversários apresenta extremo perigo à sua reeleição. E se Magno Malta (PR) se juntar a Paulo Hartung (PMDB) ou vice versa?

A pergunta pode ser considerada banal, hoje, considerando até mesmo as deformações dessas duas lideranças, contudo, a soma dos resultados menores  de Magno e Hartung totaliza vantagens eleitorais maior do que a performance de Casagrande. O governador não conseguiu, ainda, digital para marcar seu Governo, positivamente. Gestão confusa na Saúde, Educação e Segurança, tripé que sustenta ou afunda qualquer Executivo.

Renato Casagrande está indo mal nas áreas essenciais mencionadas e deixa transparecer falta de ambição de poder, como se tivesse já cumprido sua missão de apenas ter conseguido ser governador. Vou mais além sobre a fragilidade política do governador. Até uma combinação de Ricardo Ferraço e Magno Malta ganha força sobre um palanque em que até o PT pode trepar. Quem quiser ganhar o coração do republicano, basta garantir a reeleição da sua esposa Lauriete (PSC), deputada federal.

O ingresso no cenário nacional para Presidência da República do presidente do PSB e governador de Pernambuco, Eduardo Campos, mexeu as pedras de todos os cenários onde os socialistas são protagonistas. No Espírito Santo, o PT não tem musculatura para disputar o Governo do Estado, mas vai desejar negociar a vaga para o Senado. Neste caso, João Coser terá a preferência. Logo, de imediato, Dilma Roussef está fora do Palanque de Renato Casagrande. Os adversários, antes na adversidade, vão aproveitar estas curvas da política macro.

Agora, não descarto uma possível conversa entre Magno Malta e Paulo Hartung para guindar os dois para patamares antes desconsiderados. Malta para governador, Hartung para o Senado. Ou Ricardo Ferraço (PMDB) para governador, Coser para Senador. E por fim, Hartung para governador e mantendo Coser para o Senado. Esta conjectura tem mais vertentes possíveis do que outras relacionadas a Casagrande.

O governador só teria uma saída, ainda resistente: a união com o PMDB para sua reeleição, garantindo Hartung para o senado. Ricardo aceitaria, acho. Coser ficaria de fora ou correria paralelo, neste caso aceitando a companhia de Magno Malta em aliança tolerante.

O surgimento dessas equações só existe porque o governador não contém muita gordura para queimar, apenas acenos maquiavélicos de todos aparentes aliados e ao mesmo tempo um clima de espectro e ausência da noiva para colocar a aliança nos dedos em casamento de muitos adúlteros. Fidelidade é um artigo raro na política e, principalmente, nos dias de hoje.

*Jackson Rangel Vieira é jornalista

 

 

 

Tags: , , , ,

Imagem

Prefeito petista de Cachoeiro-ES promove a “farra do bebedouro”

REVISTA_JORNAL_EDIÇÃO_6

 

Tags:

Imagem

Senador Magno Malta (PR-ES) e a deputada federal Lauriete (PSC-ES) estão noivos

lauriete e magno

 

Tags: , ,

Ferraço está entre 9 presidentes de Assembléias como reús e condenados

No levantamento, a reportagem encontrou casos de condenações em primeira instância contra presidentes dos Legislativos de Alagoas, Espírito Santo e Minas Gerais
Os condenadosTheodorico Ferraço (DEM) foi alvo de 14 ações civis públicas e de improbidade

Blindados por colegas ou protegidos por recursos em andamento, deputados estaduais que se enquadram nos critérios de ficha suja ou com pendências na Justiça assumiram o comando de um terço das Assembleias Legislativas do país.

Há casos como o de José Geraldo Riva (PSD), em Mato Grosso, que chegou a ser cassado, mas conseguiu voltar meses depois. Ele é réu em mais de cem ações cíveis e penais e já tem quatro condenações judiciais em primeira instância.

Chico Guerra (PSDB), reeleito para a Assembleia de Roraima, foi condenado pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região por participação no chamado “esquema dos gafanhotos”, que desviou dos cofres estaduais R$ 200 milhões.

E Ricardo Marcelo (PEN), que novamente comandará o Legislativo da Paraíba, teve a prestação de contas da sua campanha de 2006 rejeitada pelo Tribunal Regional Eleitoral local.

Os três são exemplos de presidentes que não passam nos critérios da Lei da Ficha Limpa, que barra a candidatura de políticos com contas reprovadas, condenados por órgãos colegiados, cassados ou que tenham renunciado para escapar da cassação.

Mas a norma aprovada em 2010 acabou sendo questionada no Supremo Tribunal Federal e só entrou em vigor no ano passado –quando os deputados já estavam exercendo seus mandatos.

“A gente não consegue que as punições se efetivem. É uma lacuna da lei”, diz o promotor Célio Fúrio, autor da maioria das ações contra José Riva, que dirige a Assembleia de Mato Grosso pela sexta vez.

“Tecnicamente, a gente não pode chamá-lo de ficha-suja, mas não se tem notícia na história do Estado de um parlamentar com tantos problemas, seja de ‘influência política’, seja de improbidade administrativa”, afirmou o promotor.

No levantamento, a reportagem encontrou casos de condenações em primeira instância contra presidentes dos Legislativos de Alagoas, Espírito Santo e Minas Gerais, além de acusações contra os do Rio, Acre e Piauí –cujo chefe, Themístocles Filho (PMDB), está no quinto mandato seguido.

JULGAMENTOS
Para Jovita Rosa, diretora do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, trata-se de uma “situação esdrúxula” permitir que deputados que se enquadram nas atuais vedações da Lei da Ficha Limpa comandem Assembleias.

Ela se encontrou com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, no final de janeiro e pediu agilidade nos julgamentos de políticos.

“Se a pessoa ainda está respondendo processo, a gente não sabe se é inocente ou não. As eleições de 2014 estão chegando aí, e a Lei da Ficha Limpa precisa valer para todos”, afirma.

Na Bahia, em Pernambuco e Mato Grosso do Sul, os comandantes das Casas não somam problemas judiciais, mas simbolizam o amplo continuísmo nos Legislativos estaduais. Nos três casos, eles assumem o quarto mandato consecutivo.Fonte: Folha de SP

 

Tags: , , ,

Poesia sobre o colarinho

*Por Jackson Rangel Vieira

 

O colarinho branco com nada se espanta

À luz do dia se convence da impunidade

Tem no povo a imagem de ser uma anda

Confia na urna como porta  da felicidade

 

Usurpa dos cofres públicos sem arrombar

Foi-lhe dado os números em combinação

Como raposas no galinheiro para matar

A esperança dos incautos sem comoção

 

O MP e a Justiça em paços de tartaruga

Não alcançam este paletó  tão impulsivo

Em usurpar célere com sua face sem ruga

Voraz na impunidade de um compulsivo

 

Somente zerando as regras do sistema

Ai sim! Extirpando o colarinho tão alvo

Sem temor pegá-lo na jugular sem pena

Devolvendo ao humilde o espírito a salvo

 

*Jackson Rangel Viera é jornalista

 

 

 

Tags: , ,

Duas almas não gêmeas

*Jackson Rangel Vieira

Duas pessoas se conhecem em explosão de paixão proibida. Deixam seus destinos do passado. Tentam dia-a-dia vencer as culpas.

A rotina e os preconceitos lineares transformam sentimentos bem intencionados em emoções sem controle. Oscilações angustiantes!

Os diálogos eram constantes e sem resultados. As razões  irracionais e até destrutivas. Ninguém mais se lembrava da paixão e do amor.

Nada diferente de um casal comum. A distância de idade não era tão esticada e não tão curta. Mas, o que o tempo tinha a ver com a paz?

Eles só desejam ser felizes. Contudo, antes, sem planejamento, ninguém mediu a compatibilidade de gênio, muito menos suas almas.

Habitavam numa casa. Porém, nunca houve um lar. Deus era sempre clamado até nas discussões como interventor. Ele nunca os ouviu.

O quarto era maior testemunha das dores que provocavam um ao outro, às vezes, lembrando o início, de como era bom. O passado doía mais.

Como reprises se viram sós. Nada mais fazia sentido. Eram irmãos. A insegurança produzia retardamento do fim. Eles só erraram o alvo.

Cada um deveria seguir seu caminho. As pessoas gostam de finais felizes. Logo, as dúvidas se morriam tentando ou se tentavam morrendo.

 

*Jackson Rangel Vieira é jornalista

 

 

Tags: , ,

Toques e Retoques

*Jackson Rangel Vieira

Pupilas estão dilatadas. Os lábios trêmulos. Os pensamentos em profusões. O corpo goteja suor. O calor provoca combustão entre dois.

Verão despindo os amantes. Já tocados e abrasados, buscam racionalizar aquele momento. Porém, instinto animal e primitivo se revolta.

Os cabelos são apelo para retorcer levemente para cavalgadas e fantasias. Em posições revezadas, as almas se entrelaçam sem desate.

Feixes de luzes entram no quarto e repousam sobre carnes contorcidas e conectadas. Parece não haver fim. O prazer vem de todas as partes.

Ápice. O gozo. Ambos prontos para esguicharem fluídos líquidos e viscosos, lavando a pele um do outro. A pelugem deitada e deslizante.

Depois de tantas trocas de amor. A despedida parece a morte. Porém aquele momento se alonga há décadas sem fadiga. Só deleite! Eros.

*Jackson Rangel ´Vieira é jornalista

 

Tags: ,

 
Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 5.766 outros seguidores

%d bloggers like this: